O edifício da Delegação Provincial da Agricultura do Huambo está situado exactamente na mesma praça (rotunda) do edifício do Governo da Província e também dos correios. Apesar de terem sofrido alguns danos, o aspecto é sim idêntico à origem, arquitectura da década de 70.
A organização urbana de Nova Lisboa faz dela uma cidade quase perfeita, onde avenidas e jardins foram planeados do modo mais inteligente, tanto na cidade baixa como na cidade alta. Certas praças e largos fazem lembrar determinadas zonas de Almada ou Barreiro, algumas ruas, a Amadora e Benfica.
Por outro lado não existem outras cidades portuguesas que tenham sido planeadas como esta, onde ruas e avenidas formam bairros inteiros de moradias, onde diferentes quarteirões têm edifícios de altimetria equivalente mas similar entre eles, perfeitamente, pois nasceu desse modo.
O tal edifício da Agricultura está uma lástima por dentro, faltam portas e janelas, o pavimento desapareceu em algumas salas e as instalações sanitárias deixaram de funcionar há muito, todavia parece que há intenções de o renovar.
No Huambo encontram-se já hotéis e restaurantes em condições aceitáveis para um europeu, um mundo completamente diferente do experimentado no Kuito ali tão perto.
Em termos de aeroporto, pista para aviões vá, é verdade que a do Huambo tem condições para a aviação comercial e a do Kuito somente para aparelhos militares, embora a segunda tenha uma zona cómoda e coberta com cadeiras para os passageiros em espera, e a primeira não tenha, é ali no meio da pista e ao sol que o pessoal espera pela boleia... enquanto um guarda vigia, sentado numa sucata qualquer, a movimentação de estranhos ao local e intrusos com ousadia de ultrapassar a vedação que já não existe.
As peças de artilharia anti-aérea também ali estão, reunidas num trio obsoleto que provavelmente não voltará a ser utilizado, esperemos.
Imagens captadas em 2004 no Huambo (antiga Nova Lisboa)
A sua história é a de sucessivas ditaduras políticas ou militares, onde nomes como Julián Castro, Antonio Guzmán Blanco e Cipriano Castro nos finais do século XIX, Juan Vicente Gómez, Isaías Medina Angarita e Pérez Jiménez no século XX se destacam a exemplo. Somente a partir de 1958 foi estabelecido um regime democrático.
Entre 1866 e 1870 o país conheceu uma guerra civil que opôs liberais a conservadores.
É um dado importante referir que a partir de 1922 foi iniciada a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela, destronando a agricultura como principal riqueza do país.

A independência da Venezuela como estado soberano e independente somente aconteceu após a morte de Simón Bolívar, com a desintegração da República da Grande Colômbia (formada pelos territórios da Colômbia, Equador e Panamá).
Há quem acredite ser o nome Venezuela a propósito de Veneza, por baptismo de Américo Vespúcio após os primeiros exploradores verificarem que alguns nativos haviam construído casas sobre estacas de madeira no Lago Maracaibo, porém a mais verdadeira e credível explicação tem que ver somente com o facto de que o povoado era chamado pelos indígenas de Veneciuela.
Em 1498 Cristóvão Colombo explorou a costa da Venezuela durante a sua terceira viagem ao continente americano, mas somente a partir de 1520 foi iniciada a colonização espanhola.
Habitada pelos povos Aruaques, Caribes e Cumanagatos, o território pertencente parcialmente ao Vice-reinado do Perú, passou a ser pertença do Vice-reinado de Granada em 1717 e somente em 1776 é assumida como Capitania-geral do Império espanhol.
Anteriormente era Alis Ubbo, fundada pelos fenícios junto ao rio Taghi, cerca de 1200 a.C, posteriormente sob controlo administrativo de Cartago.
Em 1179 Lisboa recebeu foral e somente em 1255 passou a capital do Reino de Portugal.
Nos séculos XV a XVII, de Lisboa partiram a maioria dos navegadores empenhados nos Descobrimentos.
A Lisboa voltaram a maior parte das naus com riquezas das índias e Nôvo Mundo, assim como um ambiente único de concentração de comerciantes e estrangeiros de diversas raças e etnias, a juntar aos escravos e serviçais.
No reinado de D. João V (Século XVIII) foi construído o Aqueduto das Águas Livres, uma extraordinária e majestosa obra de engenharia, rede complexa de distribuição de água com centenas de quilómetros de canais, depósitos, fontanários, captações.
Em 1755, Lisboa foi completamente destruída por um violento terramoto.
Em 1808 os exércitos de Napoleão Bonaparte tomaram Lisboa sem grande resistência, que o próprio Rei D. João VI preferiu fugir para o Brasil, com uma comitiva de cerca de dez mil cortesãos, criados e favorecidos, numa frota naval enorme carregada dos tesouros reais, mobílias, pinturas, bibliotecas inteiras encaixotadas e escoltada pela marinha Inglesa.

No dia 25 de Abril de 1974 Lisboa foi palco de um levantamento militar (golpe de Estado) com o objectivo de alterar o regime político existente e iniciar uma série de processos administrativos, a maior parte com consequências desastrosas para a economia (eventualmente não previstas, provavelmente não intencionadas).
Lisboa é cidade geminada com Budapeste, Madrid, Paris, Atenas, Zagreb e outras.
Originalmente com o nome Cetatea Dâmboviţa (o mesmo nome do rio que banha a cidade, afluente do Danúbio), Bucareste é também conhecida como “Paris do Leste”, numa organização urbanística de largas avenidas, grandes lagos (Floreasca, Tei, Colentina) e belíssimos parques, como é o caso do Herăstrău e o do jardim botânico.
A quantidade de edifícios ao estilo Art noveau é considerável, embora a actual pressão imobiliária garanta a eliminação desse património a curto prazo, coisa que não é de estranhar tendo em conta que o planeamento urbano precedente (da era comunista) também não considerou importante esse factor.
Bucareste apesar de estar entre as maiores cidades europeias, não está entre as mais antigas nem seguramente entre as mais belas.
Constantemente destruída por desastres naturais e diversas acções humanas, Bucareste foi sistematicamente ocupada pelo Império Otomano em disputa com o Império Austro-húngaro e pela Rússia numa alternância de propriedade até à Guerra da Crimeia, passando pelos efeitos de influência da revolução húngara de 1848 e retomada ao poder dos austríacos até ao ano de 1857.
Um grande incêndio em 1847 fez desaparecer mais de 2000 edifícios (um terço do parque nessa altura), e o grande terramoto de 1977 (7,4 na escala de Richter) também levou a uma considerável reorganização urbana, sendo que as grandes e largas avenidas estão repletas de edifícios relativamente recentes com uma arquitectura pouco ou nada interessante.
Por detrás desses grandes blocos de apartamentos sociais, inteiros quarteirões escondidos são simples casas térreas, por vezes pequenos palacetes desfigurados ou sem conservação conveniente.
Junto ao centro encontram-se edifícios governamentais de dimensões megalómanas e de arquitectura também pouco atraente misturados com palácios esplêndidos e belos edifícios onde universidades e institutos funcionam.
Bucareste foi fundada no século XV, tendo passado a capital da Valáquia sob domínio Turco (Otomano) em 1659 e capital do Principado da Roménia em 1861 quando a Valáquia e a Moldávia se uniram após as guerras turco-russas (somente em 1881 foi proclamado Reino da Roménia, independente dos austríacos).
Entre Dezembro de 1916 e Novembro de 1918 a Roménia esteve sob ocupação das forças alemãs (a capital foi temporariamente transferida para Iaşi).
Já na Segunda Guerra Mundial aconteceu ter-se unido ao Eixo dominado pelos alemães, o que levou Bucareste a ser fortemente bombardeada pelos aliados até ao momento em que o Rei Mihai I (em finais de 1944) estabelece acordos reversivos de aliança com Stalin e Winston Churchil ( no mesmo ano em que a Hungria por outro lado passou a apoiar os alemães, tornando-se natural inimiga da Roménia). Esse afastamento do Eixo teve como consequência um novo bombardeamento (pela primeira vez alemão) sobre a capital. Injustamente, a União Soviética libertou a Roménia e desmantelou a monarquia.