sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Operation Overlord

A batalha ou invasão de Normandie, a 6 de Junho de 1944 e que se tornou conhecida como o "Dia D" (Day of Defeat), tinha o nome de código Operation Neptune, onde forças americanas, canadenses, britânicas, holandesas, nova zelandesas, australianas, francesas livres, polacas e norueguesas em aliança combateram as forças alemãs comandadas por Gerd Von Rundstedt e Erwin Rommel.
As praias de Colleville-sur-Mer, St. Laurent-sur-Mer e Vierville-sur-Mer (junto à península de Cotentin, toda a costa litoral entre Cherbourg e Le Havre) receberam nomes de código que as transformaram no momento em Juno, Gold, Sword, Omaha e Utah... beach.
Apesar de bastante distribuídas por uma linha de costa extensa, as forças alemãs estavam em desvantagem numérica mas contavam com equipamentos e construções que os protegiam e posicionavam de modo quase impenetrável. As centenas de bunkers construídos em betão armado eram guarnecidos com armamento altamente repelente (por exemplo canhões de 155mm e metralhadoras Mg42) embora estivessem sob constante ataque aéreo e naval.
Os alemães aguardavam pela invasão desde o mês de Abril, altura em que tiveram a oportunidade de interferir nuns ensaios de desembarque efectuados em South Devon (Reino Unido) com o lançamento de alguns torpedos que até causaram centenas de mortes na infantaria americana, durante os exercícios Tiger. Por outro lado as fugas de informação numa operação militar que pretendia envolver 1 milhão de homens, mais de 10.000 embarcações e outros tantos meios aéreos eram impossíveis de conter. Já naquela época um jornalismo extremamente liberal e que olvidava a importância dos “segredos de justiça” resultava invariávelmente em desastre, não fossem os responsáveis militares obrigados a confundir tudo e todos com informações carentes de sentido e verdade, bem como operações de invasão falsas como as de nome Fortitud North e Fortitud South marcadas para a mesma data mas em locais geográficos diferentes.
Actualmente as praias da Normandie são frequentadas essencialmente por um forte turismo de estrangeiros que procura o lugar físico da história e não os banhos. Visitam os museus, as localidades ou vilas próximas, tal como Formigny, Caen ou Cherbourg, procuram pelos memoriais e pelos imensos objectos e construções bélicas que por ali se encontram sem grande problema. Também e sobretudo, são lugares de visita obrigatória (para muitos, o propósito principal da sua visita) os cemitérios militares. Entre tantos outros, destacam-se o de La Cambe (alemão) o de Bény-sur-Mer (canadense) e o de Colleville-sur-Mer, que com os seus cerca de 70 hectares é apenas um dos 14 cemitérios americanos da II Guerra Mundial em solo estrangeiro. Este local está sob autoridade da ABMC (American Battle Monuments Commission), a comissão responsável por memoriais relativos a serviços e conquistas norte-americanas e cemitérios em solo estrangeiro.
Na capela do cemitério de Colleville-sur-Mer, encontra-se uma placa de mármore com a inscrição: I give unto them eternal life and they shall never perish.

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