segunda-feira, 22 de junho de 2009
Santa Comba (5)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Silva Porto (16)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Silva Porto (15)
Silva Porto (14)
O mais curioso é que apesar de nem sequer ter cobertura e não faltarem também orifícios por tudo quanto é sítio, de vez em quando são organizados ali alguns espectáculos.
Imagem capturada em 2004 no Kuíto (antiga Silva Porto), capital da província do Bié, Angola.sábado, 27 de setembro de 2008
Silva Porto (13)
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Silva Porto (12)
domingo, 4 de maio de 2008
Silva Porto (11)
Logo no primeiro dia constatou que naquela cidade a maioria da população era infantil e somente após uma semana deu conta de não existirem cães ou gatos, arrependeu-se de ter perguntado porquê. Com o fim da guerra passou a haver milho, mandioca, batata rena, tomate, arroz, açucar, óleo... sábado, 5 de abril de 2008
Silva Porto (10)


segunda-feira, 24 de março de 2008
Nova Lisboa (5)
A partir de 1975 deixou de existir Nova Lisboa, a cidade foi renomeada para Huambo, que já o tinha sido desde a sua fundação em 1912 (por diploma legislativo do General Norton de Mattos, governador da colónia de Angola) até ao ano de 1928.
Com o fim da administração portuguesa e o êxodo de cidadãos brancos, as torres (assim como outros edifícios) foram ocupadas rapidamente por cidadãos pretos que não distinguiram na sua necessidade as que eram habitáveis das que ainda não estavam terminadas.
Um fenómeno muito idêntico, diga-se de passagem, aconteceu na afamada Quinta do Mocho ali para os lados de Sacavém, a norte de Lisboa e sensivelmente na mesma época. Passaram mais de duas décadas desde esse momento quando as autoridades conseguiram resolver o problema com processos de realojamento, demolição dos imóveis e alguma remodelação urbana.
Mas no Huambo isso não aconteceu, algumas torres ainda por cima foram danificadas por granadas, projécteis de morteiros e outros que tais explosivos, nunca deixando de ser habitadas e adaptadas sem qualquer lógica de propriedade horizontal ou vertical.
A falta de uma pressão adequada na rede de abastecimento de água e uma distribuição eléctrica bastante irregular agravam as condições actuais de habitabilidade nos edifícios mais altos de Huambo, onde raramente se encontram apartamentos com casas de banho a funcionar bem como elevadores (as caixas e colunas dos elevadores serviram como depósitos de lixo até ao ponto de ser quase impossível de respirar nas partes comuns, escadas e acessos).
Imagens captadas em 2004 na cidade do Huambo, província do Huambo, Angola.sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Kimbos
Os conjuntos de cubículos feitos de adobe são os Kimbos, onde famílias se juntam sob o comando de um Soba (homem mais velho, respeitado pelos demais, chefe e representante da comunidade de um Kimbo, normalmente conhecedor de algumas artes de magia ou adivinhação, sabedoria e poder de decisão e regulação de conflitos), posição que herdou de seus antepassados na maior parte dos casos.
Os cubículos são construções simples, ecológicas e biodegradáveis, sempre iguais entre elas (apesar de existirem duas técnicas posíveis, blocos de argamassa de terra empilhados ou o revestimento de uma estrutura de madeira com argamassa de terra), sempre iguais desde há milhares de anos.
A matéria prima é a que o solo entrega, basta escavar, juntar água e amassar. Os moldes de madeira e a compressão manual dão a forma aos blocos que depois secam ao sol.
Dentro de um cubículo é provável encontrar objectos como uma colher, uma panela (essencial para fazer o funge) talvez uma esponja ou um cobertor e pouco mais. Ali não se encontrará mobília nem electrodomésticos, não há electricidade nem água, não há roupa para mudar nem comida para guardar. Todavia isso não traz nenhum sentimento de infelicidade ou desapontamento aos seus habitantes porque sempre assim foi, sempre assim será, nunca conheceram coisa diferente nem sonham que venha a ser. Imagens captadas em 2004 no Kunge, perto do Kuíto (antiga Silva Porto), província do Bié, Angola.quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Silva Porto (9)
O antigo poste de iluminação está repleto de pequenos orifícios, algumas balas de Ak 47 ainda ali estão cravadas... os cabos eléctricos aéreos ligam a uma rede impressionante de distribuição favorecida de electricidade desde um gerador instalado para uso exclusivo do governador da província do Bié... uma motorizada de marca Nanfang afasta-se depois de ter passado junto ao terreiro onde alguns esperam sentados pela vez de recolherem água de um poço. Essa água servirá para beber e para cozinhar, embora as probabilidades de contaminação sejam elevadas, tendo em conta que ao redor do poço foram exumados alguns corpos semanas antes... o quintal por detrás tem uma nespereira e uma latada em redor da casa, videira que não é podada há décadas e por isso não dá nada. Imagem captada em 2004 na cidade do Kuíto (antiga Silva Porto), província do Bié, Angola.segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Nova Lisboa (4)
A organização urbana de Nova Lisboa faz dela uma cidade quase perfeita, onde avenidas e jardins foram planeados do modo mais inteligente, tanto na cidade baixa como na cidade alta. Certas praças e largos fazem lembrar determinadas zonas de Almada ou Barreiro, algumas ruas, a Amadora e Benfica.
Por outro lado não existem outras cidades portuguesas que tenham sido planeadas como esta, onde ruas e avenidas formam bairros inteiros de moradias, onde diferentes quarteirões têm edifícios de altimetria equivalente mas similar entre eles, perfeitamente, pois nasceu desse modo.
O tal edifício da Agricultura está uma lástima por dentro, faltam portas e janelas, o pavimento desapareceu em algumas salas e as instalações sanitárias deixaram de funcionar há muito, todavia parece que há intenções de o renovar.
No Huambo encontram-se já hotéis e restaurantes em condições aceitáveis para um europeu, um mundo completamente diferente do experimentado no Kuito ali tão perto.
Em termos de aeroporto, pista para aviões vá, é verdade que a do Huambo tem condições para a aviação comercial e a do Kuito somente para aparelhos militares, embora a segunda tenha uma zona cómoda e coberta com cadeiras para os passageiros em espera, e a primeira não tenha, é ali no meio da pista e ao sol que o pessoal espera pela boleia... enquanto um guarda vigia, sentado numa sucata qualquer, a movimentação de estranhos ao local e intrusos com ousadia de ultrapassar a vedação que já não existe.
As peças de artilharia anti-aérea também ali estão, reunidas num trio obsoleto que provavelmente não voltará a ser utilizado, esperemos.
Imagens captadas em 2004 no Huambo (antiga Nova Lisboa)domingo, 14 de outubro de 2007
Nova Lisboa (3)
Tal como no Kuíto, a guerra civil de Angola provou a excelentíssima qualidade da construção civil portuguesa (existem edifícios que se mantêm “de pé” de um modo matemáticamente impossível).
Em termos imobiliários, sobre direitos de propriedade ou eventuais ressarcimentos... tudo é relativo tendo em conta que a maior parte dos edifícios em condições de serem habitados foram ocupados por novos moradores a partir de 1975, sem lei nem regra aplicável.
Imagens capatadas em 2004 no Huambo (antiga Nova Lisboa)sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Teixeira da Silva
O reino do Bailundo durante séculos sofreu ataques das tropas portuguesas até ao ano de 1896 em que o capitão Justino Teixeira da Silva derrotou o Rei Numa II que havia sucedido a Ekuikui II.
Desde o lugar da embala (casa grande) do rei nasceu a vila Teixeira da Silva, onde os portugueses se estabeleceram e dedicavam essencialmente à agricultura e comércio, município integrado na província do Huambo.
Actualmente, na própria rotunda é exibida uma estátua do soma (soberano) Bailundo.
Bailundo (Teixeira da Silva) é passagem obrigatória no percurso entre Luanda e Kuíto (Silva Porto) ou Luanda e Huambo (Nova Lisboa) pelo interior: Luanda - Catete - Dondo - Quibala - Waco Kungo (Santa Comba) - Alto Hama – Bailundo – Chinguar... e a partir desse entroncamento, Huambo para oeste, Kuíto para leste.
Imagens captadas da vila Teixeira da Silva (Bailundo) em 2004segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Santa Comba (4)
A Igreja de Santa Comba (nome substituído por Cela e posteriormente Waco Kungo, pequena cidade da província do Kwanza Sul, Angola) é uma cópia quase fiel da Igreja matriz de Santa Comba Dão, construída 200 anos depois. quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Gabela
Todavia a parte do percurso que mais o aborrecia, pese ser também a mais interessante em termos de paisagem, eram aqueles quilómetros antes e depois de passar Gabela, por razões distintas, a ver com a imensa quantidade de animais a evitar atropelo, e pelo estado muito pior das estradas em zona montanhosa, que as águas de chuva sulcam laivos profundos no terreno onde não convinha enfiar as rodas em riscos de capotar.sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Silva Porto (8)






