sábado, 9 de fevereiro de 2008

A Gyulai vár (1)

Localizado na bacia hidrográfica do rio Fehér-Körös da Alföld (grande planície húngara), a cidade de Gyula aparece mencionada pela primeira vez em escritos de 1313, referindo origem de fundação ao século IX, ou seja com o povoamento das tribos Magyar.
O Rei Zsigmond (1387-1437) ofereceu as terras de Gyula a János Maróti, Vice-Rei de Macsó, em 1403. Este iniciou a construção de um castelo em blocos de tijolo maciço, com portas e janelas do tipo gótico (tardio) e colunas em espiral, que foi terminado somente pela autoridade de seu filho em 1455.
Em 1476 o Rei Mátyás tomou a posse do castelo que acabou por ceder ao seu filho János Corvinus em 1482.
Entre o final do século XV e o início do século XVI o castelo mudou muitas vezes de dono, até ao momento em que o Rei Ferdinánd I (1526-1564) o trocou pelo castelo de Boldogkő.
Apesar de reforçadas as defesas da fortificação, o castelo de Gyula sucumbiu à ocupação turca durante a campanha do Sultão Suleiman de 1566, permanecendo nesse domínio até à contra-ofensiva dos exércitos imperiais da Áustria em 1695, ou seja 129 anos depois.
Os danos provocados pelos turcos foram mínimos, a estrutura manteve-se inalterada e apta para continuar a servir os propósitos de defesa territorial, como ficou provado com o insucesso sentido pelos kuruc de Ráckóczi Ferenc II na sua tentativa de ocupação, durante o cerco de 1705, resistido pelos austríacos.
Em 1720 o Barão János György Harruckern recebeu o castelo de Gyula como recompensa de seus serviços leais à côrte de Viena.
Posteriormente passou ao domínio público, mantendo ainda hoje a sua forma original, exemplar raro (na Europa central) de um edifício medieval com um palácio e uma capela gótica intactos.
As imagens apresentadas não são propriedade do autor.

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