Ali bem no centro de Bucareste, junto ao Hotel Intercontinental há um restaurante muito bom, onde se comem os pratos tradicionais da Roménia, com especial destaque para o guisado de carne de urso, onde o piano empresta um ambiente contrastante com os troféus pregados nas paredes da cave e restante decoração condizente. As empregadas que servem à mesa apresentam-se a rigor com vestidos de alças abertas, daqueles que empurram os seios para fora dos decotes das blusas brancas mal abotoadas por cordões cruzados, o que significa que tendo algumas o privilégio da fartura, animam o ambiente motivadas por hábitos atrevidos de boa disposição.
O camarada Estaline, tal como a expressão da pintura preservada no Museu de História parece revelar, também devia frequentar lugares desse tal conforto, que a sua vida não era seguramente dedicada em exclusivo às artes de violência gratuita próprias de uma eficaz governação sem expectativas de sobressalto, típicas de uma personalidade intolerante, i.e. com coerência ideológica.
O Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comité Central desde 1922 até 1953, nasceu em Gori, na Geórgia, a 18 de Dezembro de 1878. Filho de um sapateiro e de uma costureira, Estaline foi editor do Jornal Pravda antes da revolução de 1917 (derrube do regime czarista) e sucedeu a Lenine no comando da URSS dois anos antes do seu falecimento.
Estaline foi responsável, no decurso da sua governação pelos maiores genocídios alguma vez cometidos fora de tempos de guerra, contra o seu próprio povo. No início dos anos 30 uma reorganização social baseada na privação de alimento a umas 7,5 milhões de pessoas, na maioria ucranianos, acções persecutórias massivas contra todos os opositores políticos, por assassinato. Nos anos 40 cerca de 3,5 milhões de pessoas foram deportadas para a Sibéria ou para os extremos asiáticos, principalmente ucranianos, polacos, alemães, checos, lituanos, letões, búlgaros, arménios, gregos, finlandeses, coreanos e também judeus.
Alimentando um “culto de personalidade”, o domínio de Estaline sobre o poder político de alguns “Estados operários” de maior relevo económico, o caso da República Democrática Alemã, Hungria, Checoslováquia e Roménia, era baseado num sistema político soviético, de poderosa estrutura militar e eficaz policiamento.
Enquanto Lenine afirmava coisas tais como: "A fome tem várias consequências positivas (...) a fome nos aproxima de nosso alvo final, o socialismo, etapa imediatamente posterior ao capitalismo. A fome destrói assim a fé não somente no Czar, mas também em Deus", referindo-se à fé religiosa configurada pela Igreja Ortodoxa, Estaline tinha uma exactamente oposta postura perante o mesmo tema, que a Igreja Ortodoxa se tornou fiel aliada, suportando o líder no controlo das massas, estimulando os crentes na defesa da pátria contra as invasões germânicas, instando o povo a se excluir de opinião ou conjuração política.
A Roménia conta por exemplo com cerca de 80% da sua população crente na fé Ortodoxa, enquanto católicos ou protestantes não ascendem a 5%. Será resultado de décadas de uma espécie de Teologia da libertação, onde o povo pobre e desprotegido de toda uma máquina de violência e repressão incontornável se encontrou com Deus.
Aos Domingos de manhã é fácil observar o que se passa na capital, os munícipes assistem às missas com muita devoção e as igrejas estão apinhadas. Retábulos, iluminuras, pinturas de toda a espécie, antigas ou modernas encontram-se à venda em diversas lojas de artigos religiosos.
A Igreja Ortodoxa romena foi de certo modo suportada pelo poder político socialista, em detrimento da liberdade em fé distinta. Assim se explica como a Transilvânia, tendo sido província húngara e assim de fé católica durante mais de 1000 anos, em menos de um século sob administração romena e condição política reservada ao comunismo, transformou as estatísticas, ou seja, a crença do povo.
Apesar de tudo, a Transilvânia é um lugar muito especial, em termos sociológicos. A população dos lugares de província mantém o idioma magyar a par do romeno, coisa que passa de pais para filhos naturalmente, tal como a arquitectura tradicional mantém as características dos antecedentes húngaros porque a população realmente não se desconectou das suas origens.
O Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comité Central desde 1922 até 1953, nasceu em Gori, na Geórgia, a 18 de Dezembro de 1878. Filho de um sapateiro e de uma costureira, Estaline foi editor do Jornal Pravda antes da revolução de 1917 (derrube do regime czarista) e sucedeu a Lenine no comando da URSS dois anos antes do seu falecimento.
Estaline foi responsável, no decurso da sua governação pelos maiores genocídios alguma vez cometidos fora de tempos de guerra, contra o seu próprio povo. No início dos anos 30 uma reorganização social baseada na privação de alimento a umas 7,5 milhões de pessoas, na maioria ucranianos, acções persecutórias massivas contra todos os opositores políticos, por assassinato. Nos anos 40 cerca de 3,5 milhões de pessoas foram deportadas para a Sibéria ou para os extremos asiáticos, principalmente ucranianos, polacos, alemães, checos, lituanos, letões, búlgaros, arménios, gregos, finlandeses, coreanos e também judeus.
Aos Domingos de manhã é fácil observar o que se passa na capital, os munícipes assistem às missas com muita devoção e as igrejas estão apinhadas. Retábulos, iluminuras, pinturas de toda a espécie, antigas ou modernas encontram-se à venda em diversas lojas de artigos religiosos.
A Igreja Ortodoxa romena foi de certo modo suportada pelo poder político socialista, em detrimento da liberdade em fé distinta. Assim se explica como a Transilvânia, tendo sido província húngara e assim de fé católica durante mais de 1000 anos, em menos de um século sob administração romena e condição política reservada ao comunismo, transformou as estatísticas, ou seja, a crença do povo.
Apesar de tudo, a Transilvânia é um lugar muito especial, em termos sociológicos. A população dos lugares de província mantém o idioma magyar a par do romeno, coisa que passa de pais para filhos naturalmente, tal como a arquitectura tradicional mantém as características dos antecedentes húngaros porque a população realmente não se desconectou das suas origens.

Praga é a “cidade das cem cúpulas”, Budapeste é a “pérola do Danúbio”. Dependendo de pontos de vista, como é óbvio, o centro da capital Checa está entre os mais belos lugares de património arquitectónico classificado. As diversas pontes em pedra sobre o rio Vltava, as torres de relógio (aquele fabuloso relógio astronómico na Staré Mesto) e o grande castelo em Hradcany, que domina a capital desde a margem oriental.
Praga é a capital da República Checa, anteriormente da Checoslováquia (até ao acordo pacífico de 1992 para a separação do país em dois Estados soberanos e independentes, respeitando afinal a lógica e as razões da história, que a Boémia e a Morávia nunca foram províncias húngaras como a Eslováquia havia sido).
A Checoslováquia fora fundada em 1918 na sequência do desmembramento territorial imposto ao Império Austro-húngaro com a derrota na I Guerra Mundial com base em pressupostos discutíveis de relatividade linguística e eventualmente cultural (Tratado de Saint-Germain-en-Laye, ratificado oficialmente no ano seguinte). 

E porque Praga tem a sua história coincidentemente ligada a datas terminadas em oito, importa referir também que em 1938 aconteceu a anexação pela Alemanha (Pacto de Munique) e em 1968 um movimento de revolta popular (conhecido como Primavera de Praga) contra o regime socialista e a ocupação soviética, reprimido com bastante energia em nome e pela força estabilizadora do Pacto de Varsóvia.
Apesar das suas origens remontarem ao período romano, aquilo que hoje encontramos no centro histórico pertence a uma evolução urbana que se explica com factores migratórios ocorridos desde o século XVI com o estabelecimento de colonos eslavos do sul 
O acesso ao centro histórico barroco desta pequena cidade é relativamente fácil, tanto que existe uma via rápida rodoviária bem como um sistema ferroviário suburbano directos à capital.

Szentendre encosta-se ao Danúbio de um modo discreto e sem ambições, porque o transbordo e destruição provocadas pelas cheias que sempre ocorrem com o fim do Inverno, ao longo dos séculos ensinou aos seus habitantes o respeito por essa força da natureza, digamos neste caso, fluvial.
Vale a pena visitar o Skansen, um museu etnológico ao ar livre (um pouco distanciado do centro histórico) onde estão representados nove conjuntos arquitectónicos, diferentes aldeias húngaras construídas a rigor no mesmo parque.
Na semana anterior pareceu lógica a visita de um dia a Helsínquia por via marítima, tão lógica afinal como a partida para Estocolmo desde esse porto.
A viagem deixava então de ter qualquer plano, já nem o regresso via Londres era importante. Copenhaga ou Tallinn?
As roupas, as malas e as recordações em âmbar entretanto adquiridas em Klaipėda valiam a pena que voltasse, na verdade valiam muito mais do que o automóvel, mesmo que a panela de escape não estivesse rôta.
O regresso ao porto de Muuga, foi num outro grande navio branco e azul, similar em tamanho ao da viagem anterior, embora menos moderno.
Tallinn é pequena, o que é absolutamente natural porque a Estónia só tem um milhão e meio de habitantes, nem isso.
Apesar da relação estreita existente entre estónios e finlandeses (em termos linguísticos partilham também com os húngaros a origem fino-úgrica) favorecida por termos geográficos e políticos, a influência cultural e arquitectónica é aquela que a história da cidade pode contar: A do domínio sueco, a do império russo, também a da Livónia (o poder cristão da Ordem Teutónica), momentos outros de alternância dinamarquesa, lituana-polaca, etc.
Tallinn, (nome pela qual passou a ser conhecida Reval a partir do século XIX) pertenceu anteriormente à Liga Hanseática tornando a cidade importante comercialmente e tornando irrelevante o poder dinamarquês da região.
A igreja ortodoxa localizada na cidade velha em Tallinn, foi construída em 1894, demonstrando a influência do império russo, pese o facto de os estónios serem o povo europeu menos religioso, e da maioria (dos poucos crentes) ser Luterana à semelhança dos povos nórdicos vizinhos.
No centro da cidade velha (protegido por um sistema de muralhas e portas sob torreões) está localizada a Câmara Municipal (Raekoda) no centro histórico classificado como Património UNESCO.
O “chasso” de matrícula letã estava lá à espera para voltar a Riga, alguém lhe deu um toque partindo o farol e um bocado da grelha... passou a valer metade.
A organização urbana de Nova Lisboa faz dela uma cidade quase perfeita, onde avenidas e jardins foram planeados do modo mais inteligente, tanto na cidade baixa como na cidade alta. Certas praças e largos fazem lembrar determinadas zonas de Almada ou Barreiro, algumas ruas, a Amadora e Benfica.
Por outro lado não existem outras cidades portuguesas que tenham sido planeadas como esta, onde ruas e avenidas formam bairros inteiros de moradias, onde diferentes quarteirões têm edifícios de altimetria equivalente mas similar entre eles, perfeitamente, pois nasceu desse modo.
O tal edifício da Agricultura está uma lástima por dentro, faltam portas e janelas, o pavimento desapareceu em algumas salas e as instalações sanitárias deixaram de funcionar há muito, todavia parece que há intenções de o renovar.
No Huambo encontram-se já hotéis e restaurantes em condições aceitáveis para um europeu, um mundo completamente diferente do experimentado no Kuito ali tão perto.
Em termos de aeroporto, pista para aviões vá, é verdade que a do Huambo tem condições para a aviação comercial e a do Kuito somente para aparelhos militares, embora a segunda tenha uma zona cómoda e coberta com cadeiras para os passageiros em espera, e a primeira não tenha, é ali no meio da pista e ao sol que o pessoal espera pela boleia... enquanto um guarda vigia, sentado numa sucata qualquer, a movimentação de estranhos ao local e intrusos com ousadia de ultrapassar a vedação que já não existe.
As peças de artilharia anti-aérea também ali estão, reunidas num trio obsoleto que provavelmente não voltará a ser utilizado, esperemos.
A sua história é a de sucessivas ditaduras políticas ou militares, onde nomes como Julián Castro, Antonio Guzmán Blanco e Cipriano Castro nos finais do século XIX, Juan Vicente Gómez, Isaías Medina Angarita e Pérez Jiménez no século XX se destacam a exemplo. Somente a partir de 1958 foi estabelecido um regime democrático.
Entre 1866 e 1870 o país conheceu uma guerra civil que opôs liberais a conservadores.
É um dado importante referir que a partir de 1922 foi iniciada a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela, destronando a agricultura como principal riqueza do país.

A independência da Venezuela como estado soberano e independente somente aconteceu após a morte de Simón Bolívar, com a desintegração da República da Grande Colômbia (formada pelos territórios da Colômbia, Equador e Panamá).
Há quem acredite ser o nome Venezuela a propósito de Veneza, por baptismo de Américo Vespúcio após os primeiros exploradores verificarem que alguns nativos haviam construído casas sobre estacas de madeira no Lago Maracaibo, porém a mais verdadeira e credível explicação tem que ver somente com o facto de que o povoado era chamado pelos indígenas de Veneciuela.
Em 1498 Cristóvão Colombo explorou a costa da Venezuela durante a sua terceira viagem ao continente americano, mas somente a partir de 1520 foi iniciada a colonização espanhola.
Habitada pelos povos Aruaques, Caribes e Cumanagatos, o território pertencente parcialmente ao Vice-reinado do Perú, passou a ser pertença do Vice-reinado de Granada em 1717 e somente em 1776 é assumida como Capitania-geral do Império espanhol.
